Planta e bactérias que despoluem são tema de pesquisas no Amazonas

Em, 2012, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi responsável por um estudo que levou ao desenvolvimento de um sistema baseado na planta aquática orelha-de-elefante-gigante (Alocasia macrorhiza) para o tratamento das águas do igarapé contaminado de Manaus.

Depois de anos de pesquisa, descobriu-se que a planta ajuda na recuperação de áreas degradadas e no tratamento de efluentes líquidos, entre outras ações. A orelha-de-elefante-gigante é uma planta de origem asiática, mas que se adaptou bem ao clima tropical da Amazônia. Em Manaus, ela é comum nas matas ciliares. A pesquisa atestou que a orelha-de-elefante-gigante tem capacidade para absorver grandes concentrações de chumbo, seguido de cromo, cadmo, cobre, níquel e zinco.

Créditos: © rosabernardes/RooM The Agency/Corbis

Mais recentemente, em novembro de 2014, estudantes da mesma Universidade foram premiados nos Estados Unidos com um projeto que desenvolve bactérias para despoluir os rios da Amazônia.

Segundo o professor e coordenador do projeto, Carlos Gustavo Nunes,o que motivou os alunos a desenvolverem essa bactéria foram os autos índices de mercúrio encontrados nos rios da região. Em busca de uma solução para o problema, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do estado do Amazonas solicitou aos estudantes um projeto que viabilizasse essa descontaminação.

Iniciativas como essa merecem ser compartilhadas para tornar público o retorno dos investimentos feitos em ciência e tecnologia, e também para incentivar outros pesquisadores a voltarem o olhar para as necessidades do nosso país relacionadas à preservação ambiental.

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Créditos da imagem de destaque: © R. Tyler Gross/Aurora Open/Corbis

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